Derivativos
Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor deriva de outro ativo subjacente — moeda, ação, commodity, taxa de juros. São usados para proteção (hedge), especulação e arbitragem.
O que é
Derivativos são contratos financeiros cujo valor depende (deriva) do comportamento de um ativo subjacente — que pode ser uma moeda, uma ação, uma commodity (petróleo, soja, café), uma taxa de juros ou um índice.
As quatro principais categorias:
Contratos a Termo (Forward): obrigação de comprar/vender um ativo numa data futura por preço acordado hoje — mercado de balcão (OTC)
Futuros: similar ao forward, mas padronizado e negociado em bolsa (B3)
Opções: direito (não obrigação) de comprar (call) ou vender (put) um ativo por preço determinado até certa data
Swaps: troca de fluxos de caixa — ex.: trocar taxa prefixada por flutuante (CDI)
Por que importa
Derivativos são usados para três finalidades:
Hedge (proteção): empresa exportadora vende dólares futuros para se proteger de queda cambial
Especulação: investidor compra contratos futuros de petróleo apostando em alta
Arbitragem: explorar distorções de preço entre mercados diferentes
Para empresas não financeiras, o hedge cambial e de taxas de juros são os usos mais comuns — proteger o fluxo de caixa de oscilações que estão fora do controle operacional.
Como funciona
Exemplo de hedge cambial:
Uma exportadora brasileira tem R$ 10M a receber em dólares daqui a 3 meses. Para se proteger contra a queda do dólar, vende contratos futuros de dólar na B3 pelo preço atual. Se o dólar cair, ela perde na posição física mas ganha no derivativo — o resultado líquido é o câmbio travado.
Swap de taxa de juros:
Empresa com dívida indexada ao CDI (taxa flutuante) troca para prefixada via swap — sabe exatamente quanto pagará de juros, independentemente das decisões do COPOM.
Margem e alavancagem:
Derivativos permitem controlar posições muito maiores que o capital investido (alavancagem). Um contrato futuro de dólar na B3 controla US 5.000. Isso amplifica ganhos e perdas.
Na prática
O caso da Sadia em 2008 é o mais famoso estudo de caso de derivativos no Brasil: a empresa usou opções de câmbio para especular (não fazer hedge) apostando que o dólar continuaria caindo. Com a crise do Lehman Brothers e a disparada do dólar, a empresa acumulou perdas de mais de R$ 2,5 bilhões — praticamente a quebrando e forçando a fusão com a Perdigão (origem da BRF).
Conceitos relacionados
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Arbitragem Financeira
Fronteira Eficiente de Markowitz
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